O peso de nunca errar
Há pessoas que terminam uma tarefa e, antes mesmo de perceber o que fizeram bem, começam a procurar o erro. Releem a mensagem enviada, revisam a conversa, conferem o trabalho entregue e voltam mentalmente a decisões antigas. Não estão apenas tentando melhorar. Estão tentando ter certeza de que nada em sua atuação poderá ser usado contra elas. Errar, para essas pessoas, não parece um acontecimento comum da vida. Parece uma ameaça à imagem que construíram, ao respeito que recebem ou ao lugar que ocupam entre os outros. Uma falha pequena pode provocar um desconforto muito maior do que a situação justificaria, porque não é sentida apenas como “eu fiz algo errado”, mas como “há algo errado comigo”. A diferença entre essas duas frases é profunda. Quando alguém entende o erro como parte de uma ação, ainda existe espaço para corrigir, aprender ou simplesmente aceitar que nem tudo sai como esperado. Quando o erro se mistura à identidade, qualquer falha parece revelar uma insuficiência escondida...